2 de abril de 2007


Fala-nos do conhecimento de si próprio.
O vosso coração conhece,
em silêncio,
os segredos dos dias e das noites.
Mas vossos ouvidos têm sede de ouvir finalmente o eco do saber do vosso coração.
Gostaríeis de saber pelas palavras o que sempre soubeste pelo pensamento.
Quereis tocar com os dedos o corpo nu dos vossos sonhos.
E está certo que assim o queirais.
A fonte oculta da vossa alma deve necessariamente jorrar e correr a murmurar para o mar;
e o tesouro das vossas profundezas ilimitadas precisa revelar-se aos vossos olhos.
Mas que não haja balança que pese o vosso tesouro desconhecido;
e não procureis explorar os abismos do vosso conhecimento com a vara ou com a sonda,
pois o eu é um mar sem limites e sem medidas.
Não digais: "Encontrei a verdade"
dizeis de preferência
"Encontrei uma verdade.
"Não digais:
"Encontrei o caminho da alma.
dizeis de preferência
"Cruzei-me com a alma que seguia pelo meu caminho."
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não caminha sobre uma linhanem se alonga como uma vara.
A alma abre-se a si própriacomo se abre um lótus de inúmeras pétalas

Um comentário:

Unknown disse...

Lindo poema, como sempre... ^^
Dessa vez não consegui interpretar muito bem, depois vejo se tu me tira umas dúvidas... haha

Beijo! :)