25 de março de 2007


E os meus óculos
escorregam.
Suor?
Não.
-São lágrimas.

Eu,sempre assim...
Tão tudo
menos eu.
Eu,sempre querendo ser a menininha legal da história,
mas que acaba fazendo tudo errado no final.
Não é simples
as complicações sempre me perseguem e nada está certo...
As vezes os problemas dividem a minha vida
Sabe quando a gente chega num ponto da vida e pensa:
-"Agora tudo vai dar certo".
Mas você acaba quebrando a cara numa porta cuja mensagem é:
"É,seu destino não é bem por aqui"...
Triste?
Ah,quase acostumei.
Mas é tudo tão bonito e trágico.
Queria que o mundo parasse
Ei
!
Quero descer...
Esse mundo não é o meu lugar
Eu me sinto tão desconfortável aqui...
É quente,é falso...é de plástico.
Tem cheiro de mentira,
as minhas mentiras...
As mentiras que eu não posso conter
As mentiras que atingem minha mente
como se fosse ácido
e derrete...
No calor desse mundo que não é o meu.
Derreto com a minha mente
Deito na cama e o mundo acaba
na escuridão do meu sono
Acordo e penso em você
No que poderia acontecer
Se a gente ficasse junto.
então,não quero dormir
não quero pensar em você.
Isso me faz mal,e tão bem!
Desespero.Sem saber o que fazer.
E essas lágrimas?Ah!!!
Queria poder ter o dom
de não chorar.
Isso é o que?
Predestinação?
Horror.
Medo
De
Ser
Feliz .
(desabafo).

18 de março de 2007


Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando,
e o beberei como vinho, e o usarei como vestimenta.
Na aurora, o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros.
Ao entardecer conduzir-me-á ao poente,
onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz,
e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.
À noite, o amor abraçar-me-á,
e sonharei com os mundos superiores
onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.
Na primavera, andarei com o amor,
lado a lado, e cantaremos juntos entre as colinas;
e seguiremos as pegadas da vida,
que são as violetas e as margaridas; e beberemos a água da chuva,
acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios.
No verão, deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas,
tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras.
No outono, irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar,
e contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar.
No inverno, sentar-me-ei com o amor diante da lareira e conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e os anais das nações e povos.
O amor será meu tutor na juventude,
meu apoio na maturidade, e meu consolo na velhice.
O amor permanecerá comigo até o fim da vida,
até que a morte chegue, e a mão da Deusa nos reúna de novo.